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// abordagem: terapia do esquema

Você já se pegou repetindo os mesmos padrões em relacionamentos, tomando decisões que claramente te prejudicam e mesmo assim não conseguia parar? Ou sentindo reações intensas a situações aparentemente simples, sem entender de onde vem tanta dor?

Esses padrões têm um nome. E têm uma origem.

O que é a Terapia do Esquema:

Desenvolvida pelo psicólogo Jeffrey E. Young na década de 1980, a Terapia do Esquema é uma abordagem integrativa que amplia os recursos da Terapia Cognitivo-Comportamental ao incorporar conceitos da Teoria do Apego, da Gestalt e da Psicodinâmica. Seu diferencial está na profundidade — ela não trabalha apenas com o comportamento observável, mas com as crenças, sentimentos e padrões de pensamento que operam por trás dele.

O ponto central é que todos desenvolvemos esquemas — estruturas emocionais profundas formadas principalmente na infância, a partir das nossas relações com figuras de cuidado. Essas estruturas moldam a forma como percebemos o mundo, os outros e a nós mesmos, e continuam a operar na vida adulta mesmo quando já não fazem sentido.

Esquemas Iniciais Desadaptativos

 

São crenças centrais profundamente enraizadas sobre si mesmo, os outros e o mundo, formadas na infância e mantidas ao longo da vida. Organizam-se em 18 esquemas identificados pela pesquisa clínica — entre eles abandono, desconfiança, privação emocional, defectividade e subjugação. Cada um deles corresponde a uma forma específica de sofrimento que se repete nas relações e nas escolhas.

As três estruturas fundamentais:

Modos de Esquema

 

São os estados emocionais e comportamentais ativados quando um esquema é disparado. A mesma pessoa pode alternar entre diferentes modos ao longo do dia, como o modo criança vulnerável, o modo protetor distante ou o modo adulto saudável,  dependendo do contexto e do nível de ativação emocional.

Estratégias de Enfrentamento

 

São os comportamentos desenvolvidos ao longo da vida para lidar com os esquemas ativos. Podem assumir a forma de evitação, hipercompensação ou rendição  e frequentemente são confundidos com traços de personalidade, quando na verdade são respostas aprendidas a experiências de sofrimento.

Um exemplo do cotidiano:

Imagine alguém que cresceu em um ambiente onde o afeto era condicionado ao desempenho. O carinho vinha quando tirava boas notas, quando se comportava bem, quando agradava. Com o tempo, essa pessoa internalizou uma crença central: "Só sou digno de amor se for perfeito."

Na vida adulta, esse esquema se manifesta de formas diversas: dificuldade em delegar, medo intenso de errar, relacionamentos onde sente que precisa constantemente provar seu valor. O esquema não é consciente — ele simplesmente opera, como um filtro invisível sobre toda a experiência.

A Terapia do Esquema vai até essa raiz.

Como funciona na prática:

O processo começa pela identificação dos esquemas predominantes e pela compreensão de como foram construídos. Em seguida, trabalha-se com os modos de esquema, os estados emocionais e comportamentais que esses padrões ativam em diferentes situações.

O trabalho combina técnicas cognitivas, emocionais e relacionais para promover mudança real e duradoura — não apenas no pensamento, mas na forma como você sente a si mesmo e aos outros.

O objetivo não é apagar o passado. É fazer com que ele deixe de comandar o presente.

Os 18 esquemas têm histórias, origens e formas de se manifestar muito específicas. Escrevo sobre cada um deles no blog.

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